São muitas figuras que se espelham em minhas pupilas. São figuras e formas, e cores e sonhos.
É o louco, artista, que na rua pinta o chão.
É a ponte, é a ponte, é o ponto.
É o cozinheiro mais sujo, e o prato mais limpo.
São as vozes e os sons da bossa nova perdida.
São as sombras que aparecem no papel branco, à luz vermelha.
São os garis recolhendo lençóis, cobertores sob o teto protetor do inverno.
É a luz, é a luz, é o luis.
São fotos e cores, e não cores e fatos.
São meus bracos presos ao corrimão.
São meus olhos que vagam o espaço.

São muitas figuras que se espelham em minhas pupilas,
são figuras,
e formas,
e cores,
e sonhos,
e sonos.
São meus olhos, meus óculos, minhas lentes, minha vista,
é minha subjetividade documentarista.

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