O vento corta meu pescoço, mas é meu peito que sangra.
(Quanto drama!)

Desço colinas cinzas na cidade amarela… Enfim o dia é claro, e frio… E fresco! E cheio de novos dias…
O vento corta meu pescoço mas são minhas mãos que sangram… Descompassadas sangram!

-Me canso do drama enlouquecido-

Mas uma vez penso em meu pescoço em sangue ao vento. Desço antes que a colina inflame; Esse vento é burro:
Leva palavras que não são minhas… E me devolve-as assim, sem som.

É tudo um sopro, homogêneo e frio, reluzente e negro. Um assovio meu.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: