E então acho que estamos todos errados

Hoje pela manha me sentei para ver um filme. Recomendacoes duvidáveis e falta de opcoes me levaram a assistir a Terminator.
O filme, em si, é uma distracao agradável. Muito fogo, explosao, gritos, e claro, um ou dois romances para adocar os diálogos sobre salvar o mundo. Filme estado-unidense do circuito Hollywood.

O mais interessante, na verdade, é quando comecam os créditos: uma entrevista com um casal de personagens do filme, que, embora envolvidos na trama, nao sabem do ataque de Robos de outro planeta ao planeta terra (sim, é disso que se trata o filme). Bem, quando interrogrados sobre o possível ataque ao planeta terra, agencias especiais secretas, segredos de seguranca nacional e etc. a resposta é muito simples, quase óbvia: caso houvesse uma invasao, o governo americano seria o primeiro a alarmar a populacao, afinal, a América (tan-tan-tan-tan) é um país livre.
Como é de se imaginar, no filme, o governo americano nao só nao avisa a populacao, como mantém segredos até dentro de orgaos muito específicos e altos do governo.

Ficcoes científicas a parte, isso me pos pensando sobre quantas vezes acreditamos num sistema que existe de forma diametralmente oposta do que nossa imaginacao concebe.
Nem a “América” é livre, nem o governo tomara essas providencias, assim como, muito provavelmente, as novas gerações da Hungria não terão aposentadoria governamental, nem universidade patrocinada pelo governo, assim como os pesquisadores brasileiros não serão os definidores do padrão do biocombustível, assim como nossas barras de proteção, e nossos muros jorrados de cacos de vidro não nos protegem, mas aumentam as diferenças entre as classes, e assim como nem sempre a democracia é democrática.

É extremamente difícil, concluo eu, que estejamos completamente corretos, quanto a qualquer alteracao de parodoxo no tempo em que consome-se nossa existencia. Embora pareca um negativismo, isso nao é uma conclusao sem saída sobre o mundo, ó mundo – afinal também, quem sou eu? – isso é um apelo por uma tentativa de que deixemos de imaginar e de conceber, para que possamos, simplesmente, enxergar.

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